quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Biblioteca Recomendada de Análise do Comportamento

Criado a partir de uma postagem no grupo de AC do facebook (aos poucos indicarei mais obras):

1) Princípios Básicos de Análise do Comportamento, Márcio B. Moreira e Carlos A. de Medeiros

2) Aprendizagem: comportamento, linguagem e cognição, A. Charles Catania

3) Compreender o Behaviorismo: comportamento, cultura e evolução, William M. Baum

4) Ciência e Comportamento Humano, B. F. Skinner

5) Sobre o Behaviorismo, B. F. Skinner

6) O Mito da Liberdade, B. F. Skinner

7) Behaviorismo Radical: crítica e metacrítica, Kester Carrara

8) Análise do Comportamento: investigações historicas, conceituais e aplicadas, Emmanuel Z. Tourinho e Sérgio V. de Luna (orgs.)

9) Análise do Comportamento: pesquisa, teoria e aplicação, Michela R. Ribeiro e Josele Abreu-Rodrigues (orgs.)

10) Subjetividade e Relações Comportamentais, Emmanuel Z. Tourinho

11) Análise Comportamental Clínica: aspectos teóricos e estudos de caso, Ana Karina C. R. de-Farias e cols.

12) Psicoterapia Analítica Funcional: criando relações terapêuticas intensas e curativas, Robert J. Kohlenberg e Mavis Tsai

13) Manual de Técnicas de Terapia e Modificação do Comportamento, Vicente E. Caballo

14) Modificação de Comportamento: o que é, e como Fazer, Garry Martin e Joseph Pear

15) Controle de Estímulos e Comportamento Operante - Sério, Andery, Gioia e Micheleto

16) Táticas da Pesquisa Científica

17) Coerção e suas Implicações

18) Clínica analítico-comportamental: aspectos teóricos e práticos. Borges, N. B. & Cassas, F. A. (org.). Porto Alegre: Artmed. 2012

19) Psicologia das habilidades sociais na infância - Del Prette del prette

20) Terapia Analitico-Comportamental: aspectos teóricos e práticos - Gabriela Haber

21) Cozby - Métodos de Pesquisa em Ciências do Comportamento

22) Entrevista Clinica Comportamental" da Gangora e Silvares.

23) Campbell e Stanley - Delineamentos Experimentais e Quase-Experimentais de Pesquisa

24) Terapia comportamental e cognitivo-comportamental - Práticas clínicas (Organizadores: Cristiano Nabuco de Abreu e Hélio José Guilhardi. Editora Roca

25) Questões recentes na análise do Comportamento

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Educação superior: materiais gratuitos. OpenCurseWare (OCW)


Encontrado em: http://pensaresgratis-sapereaude.blogspot.com/2011/09/educacion-superior-materiales-gratuitos.html


Educacion superior. Materiales gratuitos. OpenCurseWare (OCW)

"Derecho a aprender.  Liberar el conocimiento es facilitar las posibilidades de aprendizaje"

OpenCourseWare (OCW) es una publicación web de los materiales de clase y la estrategia docente de asignaturas de Educación Superior, generalmente universitaria, análogo al software de código abierto. Los autores ceden los derechos de los contenidosDichos contenidos NO se publican con el fin de que los usuarios obtengan titulación o certificación alguna, sino con el fin de potenciar la sociedad del conocimiento y fomentar proyectos ulteriores entre instituciones y docentes relacionados con los contenidos abiertos. 

El Instituto de Tecnología de Massachusetts (MIT) de Cambridge ha sido pionero en ofrecer sus cursos especializados gratuitamente en la red, asumiendo con esta propuesta pionera un importante reto que cuestiona seriamente la «privatización del conocimiento». En los años siguientes muchas universidades se sumaron a la propuesta. 

Proyectos OpenCurseWare

España

Universidad de Cadiz OCW UCA
Universidad de Huelva OCW UHU
Universidad de Sevilla OCW US
Universidad de Granada OCW UGR
Universidad de Zaragoza OCW UNIZAR
Universidad de Oviedo OCW UNIOVI
Universidad de Cantabria OCW UNICAN
Universidad de Salamanca OCW USAL
Universidad Oberta de Cataluña / OCW OUC
Universidad Politécnica de Cataluña OCW UPC (en catalan) 
Universidad Autónoma de Barcelona OCW UAB (en catalan) 
Universidad Politécnica de Madrid OCW UPM
Universidad Carlos III de Madrid OCW UC3M
UNED OCW Uned
Universidad de Navarra OCW UNAV
Universidad de Alicante OCW UA
Universidad de Valencia OCW UV
Universidad Jaume I OCW UJI
Universidad Politécnica de Valencia OCW UPV
Universidad de las Islas Baleares OCW UIB
Universidad de Murcia OCW UM
Universidad Politécnica de Cartagena OCW UPCT
Universidad del País Vasco OCWEHU
Universidad de La Laguna OCW ULL

Estados Unidos 

Carnegie Mellon: Open Learning Initiative
U. Johns Hopkins University Bloomberg School of Public Health: JHSPH OpenCourseWare
U. Tufts: Tufts OCW
U. del Estado de Utah: USU OpenCourseWare
U. de Michigan: Open Michigan

America Latina

Pontificia Universidad Católica de Chile  OpenCurseWare
Pontificia Universidad Catolica de Valparaiso (Chile) OpenCurseWare
Universidad de Chile OpenCurseWare  
Universidad de Monterrey (Mexico)  OpenCurseWare
Tecnologico de Monterrey (Mexico)  OpenCurseWare
Universidad Anáhuac (Mexico) OpenCurseWare
Universidad Nacional de Cordoba (Argentina) OpenCurseWare
Universidad Central de Venezuela  OpenCurseWare 
Universidad del Valle (Colombia) OpenCurseWare 
Universidad EAFIT (Colombia) OpenCurseWare 
Universidad ICESI (Colombia) OpenCurseWare 
Universidad Nacional de Ingenieria (Peru) OpenCurseWare 
Universidad Interamericana de Puerto Rico OpenCurseWare 
Universidad de Puerto Rico OpenCurseWare 



Cursos de Psicologia y Ciencias Cognitivas

Psicologia basica (U. de Sevilla) Link
Psicologia evolutiva y de la educacion (U. de Sevilla) Link
Psicologia social (U. de Sevilla) Link
Metodologia de las ciencias del comportamiento (U. de Sevilla) Link
Psicologia de la educacion (U. de Salamanca) Link
Bases psicologicas de la educacion especial (U. de Salamanca) Link
Psicologia de la educacion (Master) (U. de Salamanca) Link
Psicologia social de la salud (U. de Salamanca) Link 
Recursos instrumentales en la investigacion psicologica (U. de Salamanca) Link
Varios cursos psicologia y ciencias de la educacion ( U. de Catalunya) Link
3 cursos psicologia Uned Link
Psiquiatria y psicologia medica (U. de Navarra) Link
Procesos psicologicos basicos (U. de Alicante) Link
Psicologia basica (U. de Alicante) Link
Psicologia criminal (U. de Alicante) Link
Psicologia del testimonio (U. de Alicante) Link
Psicologia del comportamiento delictivo (U. de Alicante) Link
Psicopatas y asesinos multiples (U. de Alicante) Link
Desarrollo psicomotor (U. de Alicante) Link
Aprendizaje y desarrollo psicomotor (U. de Alicante) Link
Pensamiento sociomoral y conducta prosocial (U. de Valencia) Link
Psicologia del pensamiento (U. de Valencia) Link
Redes neuronales (U. de Valencia) Link
Muchos cursos de psicologia! (U. Jaume) Link
Psicologia del desarrollo en la edad infantil (U. Islas Baleares) Link
Varios cursos psicologia (U. de Murcia) Link
Neuropsicologia (U. de Murcia) Link 
Cursos Salud Mental de J. Hopkins (en ingles) Link
Cursos ciencias cognitivas y del cerebro MIT Link
Psicologia general (UDEM) Link
Cursos psicologia (U. Nacional de Cordoba) Link
Varios cursos psicologia (U. de Puerto Rico) Link

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O rato motivado: uma análise operante

Suponhamos que um jovem leigo de corpo escultural e que tem um nome bastante peculiar (chamaremos ele de Taimon hehe) esteja observando dois ratinhos, cada um recém colocado em uma câmara experimental. O cientista que lida com os ratinhos explica ao leigo que o rato da câmara A (carinhosamente apelidado de "Adolfo") esta sem comer à dois dias (estranho esse carinho hein!). Bom, de qualquer forma, Adolfo encontra-se privado de comida a dois dias. Mas ao lado da câmara onde se encontra Adolfo há outro ratinho, o ratinho da câmara B (carinhosamente apelidado de "Bruno"), e que também esta privado de comida à dois dias.


Taimon, nosso leigo, observa que o ratinho Adolfo (o ratinho A) vai em direção a extremidade esquerda da caixa experimental e lá pressiona uma pequena alavanca. Ao fazê-lo, uma pelota de alimento é liberada por uma pequena abertura na câmara. O ratinho então novamente pressiona a alavanca e não obtém uma nova pelota. E lá segue o ratinho em mais três, quatro, cinco e seis tentativas sem obter qualquer conseqüência. O ratinho então "desiste" de tentar.

O cientista agora mostra ao leigo o ratinho Bruno (o rato da câmara B). O rato segue até a alavanca de sua câmara (comportamento semelhante ao de Adolfo) e a pressiona, obtendo como conseqüência uma pequena pelota de alimento. Bruno pressiona a barra novamente, mas dessa vez nenhum alimento se segue, ele então tenta novamente, e outra, e outra, e outra vez... Então 25 tentativas se seguem e Bruno parece não desistir. Ao invés disso ele pressiona com grande freqüência a alavanca e dentro de algum tempo somam-se 60 tentativas. Mas Bruno não parece esmorecer diante de tais tentativas e assim segue "determinadamente" pressionando a alavanca. Transcorrido algum tempo somam-se 90 tentativas e Taimon, que observa Bruno, já esta pasmo, torcendo pelo nosso ratinho, mas ao mesmo tempo triste pois ele não obtém a tão "desejada" "recompensa" alimentar. O ratinho chega então a 100ª tentativa e uma pelota de alimento cai da pequena abertura. Ufa! Bruno rapidamente segura a pelota de alimento, comendo-a rapidamente. Nosso ratinho para por um instante, e em seguida lá segue ele pressionando a barra de novo, e de novo, e de novo...

O cientista que lida com os ratinhos olha para Taimon e lhe pergunta o que ele pensa dos comportamentos dos dois ratinhos. Taimon rapidamente nos diz: Ora, é óbvio, Bruno é muito "motivado", o Adolfo coitado não tem "motivação" que lhe faça perseverar no comportamento de pressionar a alavanca.

É então que o cientista liga um televisor próximo a Taimon e lhe mostra um vídeo de Adolfo e Bruno gravados semanas atrás (a história experimental dos ratinhos). No vídeo de Adolfo, a situação se assemelha ao seu comportamento atual. Adolfo puxa a alavanca e obtém alimento uma vez. Suas tentativas subsequentes não obtém recompensa alimentar (reforço), e dentro de 6 ou 7 tentativas ele para de responder (de se comportar pressionando a alavanca).

O vídeo de Bruno, porém, é peculiar. Ele inicia com o ratinho pressionando a alavanca e recebendo alimento a cada tentativa, durante 5 tentativas. Então, Bruno segue pressionando a alavanca, mas dessa vez não obtém alimento nas suas próximas 4 tentativas. Na 5ª tentativa Bruno obtém o alimento, e assim segue pressionando a barra, e recebe mais uma pelota de alimento a cada 5 tentativas. Transcorrido um tempo o ratinho segue pressionando a barra e só recebe alimento a cada 10 tentativas, e é mantido nesse padrão de recebimento de alimento por mais algumas tentativas (1 reforço a cada 10 respostas de pressionar a barra). O cientista vai exigindo do ratinho cada vez mais tentativas para receber o alimento. Com o passar do tempo o padrão aumenta para 20 respostas de pressionar a barra para obter um único pedaço de comida, em seguida segue para 30, e depois para 40, 60, 80 e finalmente para incriveis 100 respostas para obter um único pedaço de alimento.
Taimon agora entende o mistério por trás da motivação de nosso ratinho... Ou seria melhor dizer, a real explicação por trás de seu comportamento motivado.


Ok, ok. Agora indo para a parte séria. O que o exemplo dos ratinhos pode nos ensinar?
Taimon, nosso leigo, inicialmente disse que Bruno é motivado e que essa é a causa de seus comportamentos de pressionar a barra inúmeras vezes. Entretanto, ao atentarmos para a história experimental de Bruno, percebemos que ele foi gradualmente colocado sob um esquema de reforço (padrão de recebimento de reforço para seu comportamento de pressionar a barra) diferente do esquema de Adolfo. Ou seja, apesar do ambiente semelhante, as contingências de reforço aos quais os ratinhos estão expostos são diferentes. Essa intervenção experimental consistiu em espaçar gradualmente o reforço alimentar contingente a um número específico de comportamentos do rato. Ao término do experimento percebemos que o rato responde de forma freqüênte e consistente a alavanca da câmara experimental. Há casos relatados de animais que exibiram mais de 10.000 respostas em situações como essa. Isso que é motivação! Mas espere! Que motivação? A motivação que antes estava por trás do comportamento não pode mais ser utilizada para explicá-lo, pois as reais variáveis responsáveis pelo comportamento de pressionar freqüentemente a alavanca são explicadas pelo espaçamento do reforço alimentar contingente a resposta de pressionar a alavanca emitida pelo ratinho (diz-se que essas variáveis controlam o comportamento do rato). Adolfo, nosso ratinho A, por outro lado, foi reforçado de maneira diferente, de modo que o reforço não era apresentado contingente a resposta terminal após um número freqüente e crescente de respostas de pressionar a barra, explicando assim suas poucas tentativas. Em termos comportamentais, podemos dizer que o comportamento de pressionar a barra exibido por Adolfo foi extinto (pois não recebeu mais reforços suficientes para mantê-lo).

O termo "motivação", não podendo mais ser usado para explicar o comportamento do ratinho Bruno, passa então a ter sua utilização melhor compreendida. Ele é um termo descritivo para o comportamento do ratinho, ou seja, o comportamento de pressionar freqüentemente a alavanca, obtendo um único pedaço de alimento após X tentativas. A motivação é o próprio comportamento. Mas parece que ao invés disso buscamos um evento interior (metafísico/psíquico ou mesmo fisiológico) que explique seu comportamento. A cultura na qual estamos inseridos nos ensinou a refletir as questões referentes ao comportamento, sobretudo, o comportamento de seres humanos de modo a buscar um mundo suplementar que explique os fenômenos comportamentais.
No exemplo de Bruno, dizer que ele pressiona a barra porque é motivado é uma tautologia, uma vez que essa informação é inferida do próprio comportamento e, portanto, não pode explicá-lo. Seria semelhante a dizer que Pedrinho é agressivo porque bate muito nos colegas de aula. Ora, se a agressividade é a descrição do comportamento de bater, como seria sua causa? Parece bobagem, mas nossa cultura freqüentemente nos direciona a tais explicações, e com diversas orientações da Psicologia não é diferente. Costuma-se dizer que o indivíduo que idolatra a si mesmo é assim pois é narcisista, mas o narcisismo não é uma coisa que habita o sujeito. novamente é a descrição de seu comportamento. Dessa forma transformamos verbos em substantivos (objetos/coisas) para explicar o comportamento, p. ex.: o "amar" se transforma no "amor", o "pensar" se transforma no "pensamento" ou na "mente" e o "sentir" em "sentimentos". A linguagem da cultura ocidental é permeada de expressões mentalistas que direcionam nossa atenção para coisas ao invés de ações e para a busca de causas internas e espontâneas que dão a noção de livre-arbítrio para os comportamentos humanos (uma espécie de homúnculo interno, um self).

Retornando a motivação, seria o comportamento de seres humanos sujeitos as mesmas variáveis naturais que explicam o comportamento dos ratinhos? Uma criança que estuda com afinco esta sujeita a inúmeras variáveis que lhe fazem estudar "motivadamente". Talvez receba reforços sociais, ou do próprio conteúdo escolar, mas essa é uma questão para um outro post...